Por acaso você acredita em alma gêmea? Eu não tenho absoluta certeza se acredito, mas confesso que torço e rezo todos os dias para que ela exista, e que não esteja limitada a ficção da novela da tarde.
Há um tempo me perguntaram se eu tinha encontrado a minha alma gêmea. Quem me perguntou disse ter a sua e eu prontamente respondi: Que bom pra você pois eu, sinceramente ,ainda não encontrei a minha. Esse papo todo me fez parar para pensar no que eu realmente procuro na pessoa a quem pretendo chamar de "meu". Meu namorado, meu parceiro, meu amor. Será que procuro a mesma intensidade de sentimentos, o mesmo nível de dedicação ao momento ou será que é a absoluta certeza da fidelidade? Não sei. Sinceramente não sei. Talvez seja um "mix" de tudo.
Sabe-se que em muitas fases da vida montamos a imagem de alguém perfeito para vivermos o amor que idealizamos. A partir de nossas vivências com a família, com a vida lá fora, com o aglomerado de explosões e implosões, tristezas e alegrias, frustrações e realizações, as fantasias do "tipo ideal" sofrem variações, voltam atrás, ficam suspensas ou amadurecendo, porém dificilmente se anulam.
A única verdade absoluta é que jamais vamos encontrar em uma pessoa o que para nós é ou parece ideal. E quando digo ideal, não me refiro a aquela pessoa que "mamãe aprova", "papai admira", os amigos elogiam, ou aquela que dará tudo aquilo que queremos ou precisamos. O outro a meu ver deve ser somente o que pode ser. Não tem que ser igual, não têm que ser perfeito, não tem que ser ideal. Basta que seja par, que seja presente.
Uma amiga me disse na semana que se passou que eu só vou encontrar o meu amor quando eu realmente me reconhecer. Quando me olhar no espelho e enxergar exatamente o que eu quero ser. Quando eu for “gêmeo de mim mesmo”. É com muita dor no coração que confesso que ela tem razão. Será que não estou perdendo tempo procurando um amor que definitivamente não existe? Será que todos nós não perdemos tempo procurando esse “tal” amor ideal?
Decidi que vou passar a aceitar os meus candidatos a “namorado" do jeitinho que eles se apresentarem a mim e sugiro que todos comecem a pensar desta forma. E seja ele o que for que não falte amor jamais.
Mari obrigada pelos conselhos de sempre e felicidades nessa nova fase que se inicia em sua vida.
Obrigado por todos os comentários e pelo carinho!
Beijo e me liga!


















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